Filme: Bastardos Inglórios (2009)

 "Um filmaço que dá ainda mais brilho ao currículo de um dos melhores diretores da atualidade"



Título: Bastardos Inglórios
Roteiro: Quentin Tarantino
Direção: Quentin Tarantino
Ano: 2009
Nota: 9.0




O conhecidíssimo e respeitado diretor Quentin Tarantino nos entrega outra obra-prima que incrementa ainda mais o seu belo currículo e dá mas peso ao seu nome entre os grandes cineastas de todos os tempos. Após comandar ótimas produções como "Pulp Fiction" e "Kill Bill", Tarantino não precisava de mais nada para provar o seu talento e originalidade. Porém, ele confirmou ainda mais esse dom que ele possui com o novo "Bastardos Inglórios".

Sim, eu confesso que paguei muito pau nesse primeiro parágrafo. Mas isso foi simplesmente a mais sincera opinião que tive após assistir o filme que conta com um elenco diversificado, porém muito talentoso: Brad Pitt, Eli Roth Mike Myers e Christoph Waltz, além de vários outros artistas. São muitos personagens e a participação de grande maioria é extremamente importante no decorrer da história. A censura de 18 anos pra mim não se faz justa, já que há poucas cenas fortes (porém quando elas aparecem, podem ser um tanto pesadas pra alguns) e o filme inteiro é praticamente só dialogos. Belos diálogos alias, muito bem construídos e encaixados. Outro ponto de Tarantino, já que este também foi responsável pelo roteiro.

"Bastardos Inglórios" é um filme com uma narrativa diferente, com a história dividida em capítulos. Se trata de um grupo de americanos judeus que vão até a França para matar alguns nazistas, liderado pelo personagem de Brad Pitt, o tenente Aldo Raine. As duas horas e meia do longa passam tranquilamente, sem cansar em nenhum momento. As cenas de ação extremamente bem feitas e o toque de humor único que Tarantino costuma dar à seus filmes, independente do gênero, são os elementos-chave que garantem a qualidade dessa produção.

As atuações estão muito boas. Destaque mesmo para Christoph Waltz, que consegue interpretar o coronel nazista Hans Landa quase que perfeitamente. Suas expressões faciais, assim como os seus tons de voz estão extremamente convincentes. O arrogante militar que é exigido do ator faz inclusive com que os próprios espectadores sintam raiva do personagem. Óscar nele! (hehehe)

Concluíndo, "Bastardos Inglórios" é um filme de altíssima qualidade, que fortalece a marca de seu diretor e tem tudo pra ser bastante premiado. Com boas atuações, excelente direção e uma trama cativante, é super recomendável. Não perca a oportunidade de assistir a essa grande obra enquanto estiver em cartaz, será uma experiência única. Ao final da sessão em que fui, ouví aplausos dos espcetadores. Quantas vezes você pode ir ao cinema e presenciar uma coisa dessas? Pra mim, não existe melhor forma de reconhecimento.

Música: Black Eyed Peas - Meet Me Halfway

 "Nova música do grupo tem resultado positivo por nos apresentar uma Fergie afinadíssima e instrumentais psicodélicos"


Artista: Black Eyed Peas
Música: Meet Me Halfway
Álbum: The E.N.D.
Produção: Will.I.Am, Keith Harris
Nota: 7.0





Após o estrago que os Black Eyed Peas fizeram esse ano com dois mega hits, "Boom Boom Pow" e "I Gotta Feeling", o grupo já poderia se aposentar de vez. O nome que eles carregam agora já faz parte da história da música pop e isso é irreversível. Terminaram a década da melhor forma possível.

Antes era um grupo de urban pop, com influencias de Rap e R&B. Hits como "Where Is The Love" e "My Humps" eram exemplos perfeitos do som que se enquadrava ao estilo deles. Mas com o lançamento do disco "The E.N.D", a mudança foi radical. Deixando o hip hop de lado, o álbum traz canções com toques pesados de eletropop e de dance. O líder Will.I.Am acertou em cheio na mudança, já que esses são os gêneros que mais bombam nas rádios atualmente.

Se os dois singles anteriores trouxeram o ritmo perfeito para as noites de fim de semana (o último se tornou um hino das festas, praticamente), o novo single do grupo, "Meet Me Halfway" caso quisesse o mesmo sucesso dos anteriores, deveria trazer algo interessante. Dessa vez, a batida é menos cativante, mais leve, dando lugar aos belos vocais de Fergie. A música ganha uma ótima sonoridade com os sintetizadores de música ambiente espacial, e com isso nos remete a grupos como Daft Punk e até mesmo ao recente trabalho de Kanye West, o "808's And Heartbreak". Considero isso um acerto, já que não insistiram no 'mais do mesmo'. Meet Me Halfway é, talvez, o melhor single desse último disco até agora.

Mas pra mim, o maior ponto positivo dessa música está no clipe. De longe é o melhor da carreira do grupo, com uma direção excelente e vários efeitos especiais. O vídeo representa da melhor forma possível a letra da música , e a Fergie está muito linda (acho que nunca a ví tão bonita antes). Não deixe de conferir.

Livro: O Conde de Monte Cristo

 "Clássico da literatura indispensável, só não é perfeito por apresentar um clímax de forma apressada e pouco detalhada"


Título: O Conde de Monte Cristo
Autor: Alexandre Dumas
Nota: 9.0




Considerada ao lado de "Os Três Mosqueteiros" a obra mais famosa do romancista francês Alexandre Dumas, "O Conde de Monte Cristo" é um livro de grande reconhecimento por parte de público e crítica, sendo frequentemente incluido nas listas de mais vendidos desde que foi lançado, em meados do século XIX. É sem dúvidas, um clássico, e para amantes de livros, sua leitura é mais que uma obrigação.

O romance tem seu início no ano de 1815, e conta a história do marinheiro Edmond Dantés. Humilde e honesto, porém ingênuo, Edmond vive em Marselha e trabalha no navio Faraó. Após uma viagem à Ilha de Elba, o capitão Morrel decide nomeá-lo ao cargo de imediato, causando a inveja de um colega seu. Junto a mais outras duas pessoas que também tinham motivos para desgraçar com a vida do cara, os 3 resolvem armar um complô contra Dantés e denunciá-lo por ter ido até onde estava exilado Napoleão Bonaparte e recebido uma carta confidencial do mesmo. Assim, vítima de uma grande injustiça Edmond acaba preso.

Na prisão, chamada Castelo d'If, Dantés conhece aquele que se tornaria seu principal mentor e amigo. Um velho considerado louco pelos carcereiros, por afirmar que possuia uma grande fortuna. Esse velho ajuda Dantés a entender porque fora tão sacaneado e o ensina muitas coisas que se tornariam importantes a ele no futuro. Logo após sua morte, Edmond traça um plano de fugir do castelo. A partir daí, a história passa para uma segunda parte, em que, disfarçado sobre o título e o nome de Conde de Monte Cristo, o protagonista planeja cuidadosamente sua vingança para aqueles que o condenaram.

Apresentando lições de moral de um modo quase que subliminar, "O Conde de Monte Cristo" consegue ser um livro interessante não só pela sua magnífica história, mas também por ter cada personagem com sua personalidade bem detalhada, para que podemos compreender melhor o desenvolvimento da trama. Cada diálogo do livro acrescenta algo relevante a história, nada está lá de graça. Com isso, Alexandre Dumas prende nossa atenção e nos coloca bem perto do ódio e dos sentimentos do protagonista.

O que mais achei interessante na história foi o modo de como Edmond Dantés deixou para trás aquele homem ingênuo e se tornou alguem bem mais maduro e inteligente após seu tempo na prisão. Já lí em muitos lugares que a cadeia, de certa forma, muda você positivamente. Você passa a conhecer melhor quem você é e o que você é, e assim acaba aprendendo novas lições. A presença do velho prisioneiro é indispensável para o crescimento do personagem, e a maneira de como ele aconselha e ajuda o jovem marinheiro pode ser muito bem comparada a outros 'velhos amigos' da literatura, como Gandalf de "O Senhor dos Anéis" ou até mesmo Alvo Dumbledore de "Harry Potter".

Então é isso... não tenho mais o que falar. É um livro brilhante, uma história genial e seus personagens são muito interessantes. Não dou um 10 apenas por um unico motivo: é uma história pequena demais e muitos detalhes são deixados de lado, como se o autor tivesse pressa em mostrar logo qual seria o desfecho da trama. Fora isso, ele é perfeito.

Música: Britney Spears - 3

 "Nova música de Britney consegue ser divertida e dançante sem cansar (ou demorando mais que suas outras músicas para isso)"


Artista: Britney Spears
Música: 3
Álbum: The Singles Collection
Produção: Max Martin, Shellback
Nota: 6.0




Prestes a lançar sua segunda coletânea, chamada "The Singles Collection", a mega popstar Britney Spears, que comemora 10 anos de carreira, aposta em uma música dançante, chiclete, ousada e extremamente viciante, como de praxe em grande parte dos seus bons singles, para ser o carro chefe desse lançamento.

Intitulado "3", o single foi escrito e produzido por Max Martin e Shellback, mesma dupla que trabalhou em "If U Seek Amy". O primeiro também foi responsável pela produção de vários outros hits de Britney, tais como "...Baby One More Time", "Oops! I Did It Again", "Stronger" e por aí vai. Ou seja, a nova música da performer continua seguindo a mesma linha que Spears sempre fez, e que a mantém no topo das grandes paradas de sucesso até hoje. O que também me faz pensar que, apesar de não ter lá muita qualidade, o som é maneiro e tem cara de que tocará nas rádios até enjoar!

Com uma letra que faz referência a três pessoas fazendo sexo, os gemidos de Britney caem perfeitamente com o clima que esse tipo de música pede. A primeira impressão, "3" é melhor que grande parte do trabalho da popstar. O refrão é muito bom, grudento, realmente faz com que a música mantenha o nível até o fim. Melhor que qualquer single do Circus, Britney consegue fazer uma música menos cansativa que o convencional.

O instrumental de "3" é bem semelhante a de quase todas suas ultimas músicas. Sintetizadores, sirenes, claps e uma sonoridade bem radiofônica, não chega a ser uma grande produção, mas também dá o toque necessário para que a canção seja comercial.

No final das contas, Britney aparece com um single que não tráz nada de novo (o que não é algo inesperado) e com uma produção simples, mas que servirá muito bem para dominar as rádios e pistas de dança pelo mundo. Não é a toa que estreiou em primeiro na maior parada musical do planeta (Billboard Hot 100).